O Dia do Quadrinho Nacional já é uma comemoração tradicional para os cartunistas de alguns estados. No Ceará, seja por falta de uma instituição, algum tipo de associação ou entidade ligada aos quadrinhos, a relevância desta data nunca foi devidamente percebida e celebrada. Neste ano (2010) o cenário começou a se modificar. E não seria exagero dizer que o surgimento da Gibiteca Municipal de Fortaleza foi fator determinante nesse processo, tendo se tornado desde sua inauguração um ponto de encontro e de convergência de idéias e objetivos para cartunistas, leitores e fãs de quadrinhos.


A equipe de produção começou a chegar na Gibiteca por volta das 7h30min. Às 8h 30min as mesas destinadas a realização do Gibiarte- encontro de produção de quadrinho e ilustração já estavam lotadas. Destaque para as presenças do Prof. Geraldo Jesuíno (criador da Oficina de Quadrinhos da UFC e um dos idealizadores do armagem.com) e do Prof. Ricardo Jorge (coordenador da nova versão da Oficina de Quadrinhos); Weaver Lima e Marcílio S., Walber Feijó, Fred Macedo, Geraldo Borges, Daniel Brandão e sua equipe de professores Blenda Furtado e Julia Moura estão entre os vários profissionais da área que prestigiaram o evento.
A exposição que reuniu obras dos artistas presentes, contará com uma galeria online bem como uma brochura (que ficará disponível na Gibiteca) documentando o primeiro Gibiarte. Pelo que ficou observado não faltará motivação para a realização do 24hour Day (evento onde os cartunistas ficam desenhando por 24 horas seguidas) que está sendo planejado para este ano. Até lá é possível que o Gibiarte ganhe outras versões. É esperar pra ver.
O Gibits, videocast produzido pelos grupos HCast, Armagem e Gibiteca, funcionou como uma mesa redonda rotativa onde Alex Magnus e Rafael Tavares foram os convidados, falando de suas produções e do mercado nacional. Guilardo Branco, Marcílio S., Fernando Lima e JJ Marreiro fizeram um panorama da história do Quadrinho Nacional, e o público presente participou ativamente desta edição.
Por problemas técnicos as edições prometidas para lançamento neste dia não chegaram a tempo, o que não tirou o brilho do encontro e ainda ampliou as discussões e debates do dia para um nível mais abrangente.
A organização coordenada por João Belo Jr e JJ Marreiro contou também com Rafael Tavares, Cival Einstein e Tiago Oliveira, bem como Falex, Júlio César e Fernando Lima. O evento teve apoio da Gibiteca de Fortaleza nas pessoas de Paulo César Amoreira, Lucila Mendes e Daniel Ferreira. Os idealizadores do site HCast (que coordenaram o videocast Gibits) e a equipe do podcast Kimota, também marcaram presença. Os vídeos exibidos na estréia do espaço Cine Nanquim foram gentilmente cedidos por Weaver Lima.
O saldo do evento foi positivo, apesar de todos os contratempos, refletindo o poder de adaptabilidade e a criatividade requerida para as soluções. Com as falhas normais para um evento de estréia, o que mais se ouviu do público presente neste 30 de janeiro foi que a cidade precisa de eventos deste tipo. Também ficou a torcida para que este evento específico venha a se tornar uma tradição na cidade de Fortaleza.
O Reporter Julião Junior, da TV Jangadeiro, fez uma matéria que pode ser vista logo abaixo.
- Aguarde no papo armagem #10 a cobertura completa do evento -





Oficialmente se adotou o Yellow Kid do norte-americano Richard Outcault, de 1895, como marco zero para se contar a história das histórias em quadrinhos do mundo. Mas manifestações anteriores podem ser encontradas em várias partes do mundo. No Brasil, o ano era 1869 e o ítalo-brasileiro Ângelo Agostini levava para as revistas e jornais da época seus personagens em diversas situações de humor e aventura com "As aventuras de Nhô-Quim e Zé Caipora". Em homenagem a este pioneiro da Arte Seqüencial brazuca foi criado o dia do Quadrinho Nacional e anualmente esta data trás consigo um festejo aliado à vontade de reconfigurar o cenário da produção brasileira em algo mais sólido e substancial.
Ângelo Agostini era pintor, desenhista, crítico de arte e, porque não dizer, crítico social. Em seu traço marcante retratava a vida nos tempos do Segundo Império e da embrionária República. O Quadrinho Nacional mantém ligações estreitas com a hoje histórica produção de Agostini, seja no caráter de crítica social, hoje abraçado pelas Charges, seja no traço rebuscado que encontra reflexo nas ilustrações, seja nas narrativas de aventura presente na produção dos quadrinhos modernos. Comemoramos o dia 30 de janeiro em homenagem a um autor que foi criativo e versátil antecipando o que hoje é necessário àqueles que resolvem abraçar o quadrinho como expressão artística. Mais que um dia dedicado aos Quadrinhos é, este, um dia dedicado ao Quadrinho NACIONAL com todas as suas dificuldades de produção e veiculação, com toda a concorrência desleal com os enlatados japoneses, norte-americanos ou europeus. Não é a questão de detratar as republicações estrangeiras, mas é de observar que há artistas e há produção nacional resistindo seja ela manifestada nos sucessos editoriais de Maurício de Souza, Angeli, Laerte, Laudo, André Diniz seja na humilde mas incansável produção independente. Seja veiculada em fanzines, internet, álbuns de luxo ou revistas de linhas o dia 30 de Janeiro é o dia de lembrar que a produção Nacional existe e precisa ser vista!
Em 30 de janeiro é comemorado o Dia do Quadrinho Nacional, e serve para lembrar que nessa data, em 1869, foi publicada a primeira história em quadrinhos brasileira. O trabalho apareceu nas páginas do jornal Vida Fluminense, com o personagem fixo Nhô Quim, criado por Angelo Agostini. Na cidade de Rio Grande, pelo segundo ano consecutivo, a data será comemorada no Ponto de Cultura ArtEstação, e reunirá artistas (quadrinhistas profissionais e independentes) e leitores apaixonados pela 9ª Arte.
Não é segredo para ninguém que fazer quadrinhos no Brasil é um ato de heroísmo e resistencia. Desistir é muito fácil diante dos desanimadores cenários de falta de incentivo, divulgação e distribuição. Contra todos esses poréns e mais alguns, Alex Magnus, roteirista e editor, une forças com seus colaboradores para levar adiante as suas publicações.
Em sua terceira edição o Penitente vem acompanhado do roteiro de Rafael Tavares, arte de Jader Corrêa, Matias Streb e Nel Angeiras, também responsável pela belíssima capa desta edição. As cores e edição da revista ficam, a cargo do cartunista Lorde Lobo.
Lorde Lobo foi o convidado do
Quando o homem começou a rabiscar as paredes das cavernas ele não tinha a menor idéia de quão longe isso poderia chegar. Inicialmente tentando evocar magicamente nas figuras o sucesso para sua caçada o homem começava a gerar o embrião de todo trabalho contemporâneo de geração de imagem. E neste cenário se enquadram as Histórias em Quadrinhos, com sua linguagem ágil e toda sua diversidade de temas e gêneros. E é para ampliar as opções de estudo dos quadrinhos que o cartunista e educador Lederly Mendonça, após 4 anos de trabalho duro, trás a público seu livro: A Espetacular Arte de Desenhar Quadrinhos, lançado nacionalmente pela editora SENAC Ceará.
Lederly que começou a se interessar por quadrinhos com o material da Disney e do Maurício de Sousa sempre teve interesse por artes e narrativas, o que o levou ao trabalho em publicidade e posteriormente às salas de aula onde em nove anos de atividade já formou cerca de 700 alunos em seus cursos de desenho e quadrinhos do SESC e SENAC. Suas próprias HQs e personagens ganharam o mundo via publicações independentes e webcomics. Sobre aprender a desenhar o artista deu o seguinte depoimento ao site Deus no Gibi: "com dedicação, qualquer pessoa aprende a desenhar. Afinal de contas, desenhar é uma linguagem como qualquer outra. Você não aprende a falar inglês? O problema é que ainda existe essa visão medieval do desenho como dom divino reservado para poucos!"
do Brasil, que neste janeiro de 2010 completa 10 anos de
existência. Sidney Gusman fala sobre o início da carreira no Jornalismo, nos Quadrinhos
e na... Educação Física (?) Conheça um pouco da história do surgimento do site
Universo HQ e como foi o trajeto de Sidney Gusman desde que era um garoto
leitor de Mônica até se tornar o Jornalista chamado para trabalhar no
Planejamento Editorial da Maurício de Sousa Produções e que este ano comemora 20 anos de carreira.



















